NOTA #5 [25/04/2017] (RJ I)

O tópico da ciência me remeteu a um artigo que li recentemente sobre o pensamento pós-modernista e suas consequências em que é dito, em um trecho que fala especificamente da repercussão deste pensamento na ciência:

“O quanto o pós-modernismo é uma ameaça à ciência? Há, certamente, alguns ataques externos. Nos protestos recentes contra uma palestra de Charles Murray em Middlebury, os manifestantes gritaram, em um jogral:

A ciência sempre foi utilizada pala legitimar o racismo, o sexismo, o classismo, a transfobia, o capacitismo e a homofobia, todos vistos como fatos e racionais, e apoiados pelo governo e pelo Estado. No mundo de hoje, há pouco que seja um “fato” verdadeiro. [9]

 

Quando os organizadores da Marcha pela Ciência tuitaram que “Colonização, racismo, imigração, direitos, direitos indígenas, sexismo, capacitismo, queer-trans-intersexfobia e justiça econômica são questões científicas” [10] muitos cientistas criticaram esta politização da ciência, e este descarrilamento do foco na preservação da ciência em prol da ideologia interseccionalista. Na África do Sul, os movimentos progressistas de estudantes #CiênciaDeveAcabar e #DescolonizeACiência anunciaram que a ciência é apenas uma forma de saber que as pessoas foram ensinadas a aceitar. Eles sugeriram a bruxaria como uma alternativa. [11]”

 

Minha questão é se concordam que a universalidade da ciência deve ser mais uma vez reafirmada e que assumir uma posição relativista radical (como, segundo o artigo, parte considerável da militância de esquerda assumiu) em todos os campos pode ter desdobramentos políticos desastrosos.

 

Link do artigo: http://xibolete.uk/intelectuais-franceses/

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