Nota #5 [26/11/2013]

Nessa reunião se discutiu sobre as teses do Partido Solidariedade. Um assunto que me interessou bastante foi sobre as várias formas possíveis que foram propostas para se buscar uma consistência partidária.
Então, essa busca constante pela consistência, me chamou a atenção para o que ela revela: justamente a falta de consistência. Então, me perguntei sobre os fundamentos de uma crítica política ao outro, seja uma pessoa como o Randolfe, ou outro partido, como o PT, PMDB, etc. Sobre a legitimidade de uma crítica ao outro, exigindo dele uma consistência, quando na verdade, o próprio crítico não têm essa consistência. Então, parece que antes de criticar o outro, me parece que o primeiro passo no caminho de uma transformação, seria uma autorreflexão/análise sincera. Penso que a consequência desse processo, seria uma tolerância maior com o outro, e a possibilidade de reconhecer nele um ‘próximo’, não aquele que é meu inimigo, que vai me fazer um mal, justamente por projetar nele o que eu tenho de ruim, mas aquele que por ser ‘próximo’ e faltante, causa meu desejo e a possibilidade de uma nova aventura.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *