NOTA #5 [28/01/2019] (RJ I)

Alain Badiou elevou sua transferência com Lacan ao reino dos objetos eternos ou, parafraseando o título de um dos seus livros dedicado a uma geração de pensadores franceses (entre eles J.M.L.), guardou-o em seu “pequeno panteão portátil”. Em lugar de se dirigir ao consultório da rua Lille para que essa estranha forma do amor tenha lugar e logo caia como qualquer objeto submetido ao tempo, idealizou-o a ponto tal de converter Lacan em um Mestre de que podia prescindir (a estrela distante da “Ideia”), assim como se prescinde de um matemático uma vez que este deixou por meio de si uma determinada operação. Badiou escolheu a elaboração da transferência com Lacan pela via do pensamento filosófico.

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