NOTA #6 [02/05/2017] (RJ I)

Não ficou muito claro para mim se a agressividade é um gesto inaugural e fundador do eu (em relação negativa com aquilo que lhe é externo) e, posteriormente, quando ela se manifesta, já pode possuir uma outra razão de ser ou se é um gesto que precisa repetidamente se efetivar, como se o indivíduo nunca estivesse plenamente constituído e tivesse de reafirmar continuamente sua divisão com um fora-de-si em momentos de “crise” ou falha de simbolização (se entendi corretamente).

Além disso, não entendi se o objeto dessa agressividade é indiferente, podendo ser, sem muita distinção, o próprio agressor, o outro ou, ainda, um objeto qualquer ou se essa “escolha” é significativa.

Por último, fiquei em dúvida se, para a psicanálise, toda e qualquer agressão possui uma origem pulsional. Mesmo em casos em que para o agente agressor ela é apenas um meio para atingir um fim determinado (p. ex., a mãe que bate no filho para lhe ensinar bons modos, o assaltante que rouba para sobreviver ou até mesmo o revolucionário que usa de violência em nome de uma causa maior) ela ainda pode ser referida a esta leitura da agressividade como uma forma de saber, de tentativa de divisão entre o eu e o não-eu?

 

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