NOTA #6 [09/05/2017] (RJ I)

Ainda com base no texto e reverberando a discussão da última reunião, falou-se da postura de coragem/heroísmo ou mesmo, por vezes, da busca quase ativa pela morte em situações de combate revolucionário.

 

De passagem, falou-se ainda sobre o papel da causa/deus/grande outro, na configuração de uma postura distinta (da apresentada por Freud) perante a morte e como justificação da violência. Com base nessa explicação, aparecem homologias, então, entre religião e militância política neste processo de ressignificação (quase transcendental) tanto da morte quanto da violência – como sacrifício face a um bem maior.

 

Parece plausível, por fim, estender esse paralelo para momentos não excepcionais.

Até que ponto a militância – como religião – não opera como um mecanismo mais amplo de ressignificação de noções fundamentais e/ou elementares de amor, morte, vida, etc. Quais são, então, as implicações dessa relação entre religião e militância?

Ou, de modo distinto, o que significaria pensar a militância politica para além da religião/sua dimensão religiosa? Como sustentar uma militância não-religiosa? E de modo ainda mais primário: seria isso algo desejável? Se sim ou não, por quê?

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