Nota #6 [09/07/2013]

O argumento psicanalítico lacaniano de que o sonho informa algo sobre a realidade e que daí pode-se estabelecer certa relação entre o argumento político marxista sobre o lugar da ideologia na estruturação [permanência] do mundo, se bem entendo, parece importante.

Se durante o sono, no pensamento implicado nos sonhos, estamos [insuportavelmente] próximos da realidade [por isso despertamos durante seu desenrolar], isto significa que no domínio da ideologia tocamos aquilo que é “insuportado” pelo mundo? Se sim, isto equivale que o “pensamento ideológico” [uma sociedade entre iguais, por exemplo] tem a função de nos manter despertos e acordados, motivando nossas práticas?

Penso que não se trate exatamente disso porque isso representaria uma necessidade [na relação] entre a realidade e a “fantasia ideológica” na qual só se seria possível pensar na igualdade à custa da desigualdade – com isso, utopia e ideologia, me parece, ficariam indiscerníveis.

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