Nota #6 [11/02/2014]

Começa-se falando sobre Bacon e o inquérito. Uma tentativa de extrair a verdade das coisas.  Analise da verdade e dos jogos de poder (em Foucault).

Resgate do tema do sujeito e da verdade, por Foucault, através dos eixos verdade, saber e experiência (Vontade de saber).

Para Foucault, a psicanalise produz uma ‘interpretose’ infinita, a busca de uma verdade, escondida no sujeito, pelo dispositivo da confissão. Ao falar mais do que está sentindo, se produz uma interioridade. Psicanalise como instrumento de captura do desejo (linha do antiédipo de Deleuze), que algumas vezes se aproxima a uma religião.

Psicanalise não é uma ciência humana (Foucault). Na “Hermenêutica do Sujeito”, Foucault faz uma revisão desse posição e afirma a Psicanalise como a pratica espiritual do homem moderno. Como uma alternativa ética encontrada hoje.

Verdade reduzida a representação, e sujeito a mero conhecimento.  Verdade separada da prática e da Ética.

Reflete sobre a Parresia, paráfrase, ‘dizer é fazer’ conforme a filosofia pragmática da linguagem. Foucault faz a tentativa de juntar Wittgenstein e Austin com Nietzsche, a pragmática com a politica. Parresia, como aspecto assessório do cuidado de si (relacionar consigo em busca de uma verdade e de transformar seu modo de vida). Parresia como abertura que faz com que se diga,  que se diga o que se tem a dizer, o que se tem vontade de dizer, o que se tem o dever de dizer, por ser necessário, útil, verdadeiro. Um franco falar. Com o objetivo de fazer com aquele com o qual nos endereçamos não tenha mais necessidade do discurso do outro.  Contrapõe-se a lisonja como um discurso que o mais fraco endereça ao mais forte, iludindo o poder do mais forte, fazendo com que ele se sinta vaidosamente mais do que ele é, e deixa de cuidar de si e se enfraquece, podendo ser derrubado do poder. Propõe uma estratégia de contraposição, possibilidade de enunciação que não é conhecimento, mas tb nao é a da alienação ideológica.

O limite da política é a sobrevivência da pessoa (Milner). O que se coloca em jogo no ato de enunciação e o corpo? Correr o risco qdo se fala a verdade. Ter essa coragem.

O que causa todo interesse a força das análises de Lacan é a relação sujeito e verdade. O preço que o sujeito tem que pagar para dizer o verdadeiro. E o efeito no sujeito do fato que ele diz. Verdade ligada a uma situação determinada. Não é uma pragmática, pois a pragmática pensa em termos rituais. A força do enunciado não está no investidura simbólico de quem fala. Não está realizando o simbólico, mas questionando-o. Uma forma de produção da verdade.

Assim, enumera-se e compara as quatro formas aletúrgicas (de produção da verdade): a profecia (forma enigmática), a sabedoria, o técnico e a parresia.

Qual a posição de quem fala e quem ouve, independente do conteúdo? Algo próximo da análise do discurso.

O profeta é um mediador, fala em nome de um outro, de uma verdade que o ultrapassa e o transcende.  Mas, a Parresia fala em nome próprio e em seu nome e acredita no que diz. A sabedoria (pré-socráticos) trata acerca da natureza, o ser das coisas, o que é eterno e o temporal. Discurso de ontologia, de uma verdade definitiva do ser-em-si das coisas. O sábio tem um saber que é dele. Suas palavras podem adquirir valor de prescrição ligada a um princípio universal de conduta. O parresista se mantem na tarefa de interpelar o homem, pronunciando um discurso não sobre a natureza das coisas, mas sobre a singularidade dos indivíduos e das situações. O saber que aponta para os indivíduos, uma verdade acerca de si mesmo oculta a seus olhos.

Para Badiou, a preocupação é como qualquer dito (fato) é reintegrado a um dispositivo de dominação (lei).  Mas, o poder está entre capital e gozo.  Não é questão pessoal de satisfação e nem de ganho verificável. Poder como uma ação sobre ação do outro, práticas sociais que incidem sobre os corpos, biopolítica.

O que está fora do valor é o trabalho e na outra ponta o Capital (Marx). Mas, para Lacan, o q nao é discurso tem haver com gozo. Poder parece ser o nome como vc marca aquilo extradiscursivo. Duas teorias da declaração, de produção de verdade apresentam-se.

Produção de subjetividade pelo poder-saber (Foucault) aparece na produção de processos emancipatórios na política (Badiou).

Já o dizer técnico forma uma amizade, filiação e reconhecimento.

 

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