NOTA #6 [19/06/2018] (RJ I)

Um ex-membro do CEII postou recentemente, nos stories do Instagram, algumas reflexões sobre arte. Nesses mini-vídeos ele falava que a percepção da arte enquanto o lugar máximo de expressão do estado subjetivo e da trajetória biográfica do indivíduo seria uma característica típica dos nossos tempos “descrentes” – é como se as pessoas não tivessem no que acreditar, a não ser nelas mesmas. Assim, uma arte que só falasse das experiências do próprio artista se encaixaria perfeitamente na dinâmica da nossa geração. O camarada ainda fez uma conexão com a política, comentando que, também nesse âmbito, deveríamos romper com uma prática que reduz os indivíduos às suas próprias experiências – a política deveria ser o espaço da “fala sem lugar”. Ao fim, ele dizia que o seu sonho era fazer uma arte que o permitisse ser quem ele não era, agregando, numa mesma direção, arte e política.

O que vocês pensam sobre isso?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *