Nota #6 [21/04/2015] (RJ)

Sobre o que está em jogo na proposta de autores como Agamben, Rancière e, mais desinibidamente, na minha opinião, Badiou e Zizek, quando se referem ao socialismo real como um fracasso é mais do que apelar à força ética do ideal que caracterizou o sonho de uma sociedade sem classes. Se o essencial daquela tentativa fosse seu alto padrão ético, apesar do “desastre humanitário” que gerou, deveríamos aceitar que ele está condicionado à reprodução das misérias que motivam e justificam a manutenção de seus princípios. Nesse sentido, haveria certa cumplicidade entre um “socialismo ético” e o “capitalismo selvagem”.

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