Nota #6 (23/06/2015) (RJ)

O lema: “Chega de Cultura na Favela” é com certeza uma das coisas mais geniais e importantes que apareceram nos últimos anos com relação a esse assunto.

Desta forma os caras podem dar um passo para um tipo de comunitarismo positivo – ou algo do tipo –  onde se fechar para a própria Maré não é mais uma restrição, mas a expansão das possibilidades  do coletivo.

É como Badiou diz, a coisa vai começar a muda quando deixar de ter um ministério da Cultura e passar a ter um ministério das Artes, etc…

Extendendo para um ponto mais delicado. Recentemente em uma reunião política com badiousianos históricos me surpreendeu bastante o “humanismo” e uma certa certeza, uma certa “sabedoria” além de conta que parte deles ainda tem. Pareciam “velhos marxistas” engessados, para utilizar os termos que eles mesmo empregam. Achei muito curioso e perigoso. Obviamente o mentor teórico propõe outra coisa (ou não exatamente?), mas como evitar tal movimento, se mesmo os mais próximos não conseguem? Confesso que fiquei intrigado, pois é uma discussão centenária, por exemplo, o problemas dos marxistas em relação ao que o próprio Marx pensava. Ele mesmo já havia percebido isso e buscava distingui-lo de parte dos seus seguidores (vide Derrida – Por Marx). Imagino que estes problemas eternos da relação entre teoria e prática, interpretação e aplicação, estão no centro do debate e do desenvolvimento de um grupo como CEII, por isso trago este assunto (mesmo que de uma forma geral, sem detalhes das discussões) aparentemente externo, mas que concerne um dos pensadores, Badiou, referência no grupo, e leitores deste, como nós.

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