NOTA #6 [26/11/2015] (SP)

A criada culta do capital-parlamentarismo: política, filosofia e fracasso em Badiou

A noção de fracasso na política adquire, de forma genérica, certa semelhança aos “processo de verdade” quando esbarram em “obstáculos históricos”. Esse “ponto” de ignição (grifo meu) é, na verdade, o momento de um “processo de verdade”, resultado de uma escolha binária, que decide, por sua vez, o curso de todo movimento em que o processo está sujeito.

Todo fracasso, a princípio, remete a uma interpretação equivocada sobre um determinado ponto. Todos podem ser encontrados em alguns desse pontos. Ele, o fracasso, é uma lição incorporada à universalidade, sempre positiva, na construção de uma verdade. Pode-se reconstituir o ponto no qual encontra-se a escolha inadequada. Em outras palavras, podemos encontrar este ponto, no qual o fracasso está situado, na “correlação entre uma decisão tática e um impasse estratégico” (pg. 13).

Devemos pensá-lo, segundo Badiou, de maneira topológica, ou seja, colocando o exemplo do “léxico militar” à parte, nas raízes do conceito de ponto (temporal e histórico) encontramos seu enunciado primeiro: o fracasso só ser pensado topologicamente, pois, “os pontos de um mundo formam um espaço topológico”.

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