NOTA #7 [05/12/2017] (RJ I)

“Acho que esse é o primeiro formulário de desistência que tem nais cara de “fim de analise” ate o momento. Ressentimento zero, com uma indiferenca pura (e nao aquela indiferenca que n9 final sempre tinha um rançozinho… falar que tudo bem e tranquilo, mas sempre tinha uma reclamacao no final, ou seja, o CEII deu o que tinha que dar mesmo). Tirou proveito dessa nossa contradicao em relacao a universidade (se apaixonou pelo CEII e aproveitou para na hora de terminar jogar o CEII fora junto com os fantasma da universidade – confesso que achei bem bonito isso. Eu mesmo ainda sofro um bocado com as exigencias da Grande Senhora Academia. Embora o melhor não seja sua negacao odioso, mas tb a indiferenca. No final, é rir de seu prestigio – e, quem sabe, junto com a propria universidade em alguma medida).

O que fica pra gente eu acho é se esses dois polos contraditorios, universidade-vida e teoria-pratica politica, sao de fatos os limites do CEII hoje e sua razao de existir. Acho que temos acumulos no enfrentamento a essas contradicoes que nao deveriamos jogar fora. No entanto, o giro atual que estamos dando para uma atuacao mais focado no trabalho pode oxigenar o coletivo, nos possivilitando sermos tomados por outras contradicoes. É o fim do ciclo de vida de um projeto de coletivo (e acho que temos que no momento oportuno fazer o enterro disso, sem no entanto largar mão da memória) e o inicio de um outro ciclo.”

“Também acho. Tava pensando sobre isso ontem: acabou que a ideia da Oficina Acadêmica foi mesmo uma ” aufhebung” do problema: pegamos as contradições que você mencionou e ao invés de superarmos elas, passamos a tratar elas como objetos que conhecemos bem, com verdadeiro ” conhecimento de causa” , e a oferecer um serviço ao mesmo tempo militante e remunerado (e não-acadêmico) baseado nessa experiência.”

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