Nota #7 [15/04/2014] (RJ-I)

A situação atual do conceito de trabalho de um membro do CEII no Projeto

Todo trabalho de escrita feito por um membro do CEII é imediatamente de todo o CEII, quer o membro queira isso ou não. A lógica produtiva do CEII não é regida pela propriedade privada, mas pela propriedade verdadeiramente humana comunista. O conceito de autoria, caro aos dilemas atuais da propriedade intelectual, se dissipa frente ao desejo de política. Nossos trabalhos são assinaturas, tornando irrelevante qualquer comentário interno sobre propriedade intelectual. As notas de trabalho elevam essa ideia ao máximo através do anonimato individual e da obrigatoriedade. Os quatro teóricos que inspiram nosso pensamento são eixos norteadores para uma infinita multiplicidade temática.

Em nosso Projeto, delimitamos três tipos de produção do e pelo CEII:

. a produção institucional (produto de nosso trabalho de pensamento forçadamente precipitado em escrita e/ou organização burocrática);

. a produção conceitual (produto de nosso trabalho de pensamento contingencialmente precipitado em escrita e/ou organização burocrática e direcionado para a parte não-CEII do Mundo);

. e a produção clínica (escuta de trabalhos produzidos na parte não-CEII do Mundo e que possuem potencial de provocação de trabalho insititucional e/ou conceitual).

A partir de minha leitura do nosso Projeto e diante da situação, uma questão fica: quem ou o quê define que um determinado produto de trabalho é uma produção do CEII?

Na produção institucional parece não haver dúvidas. Não há “quem” endereçar tal pergunta porque os membros do CEII são os únicos responsáveis pela sua existência. As notas de trabalho já internalizamos como trabalho fundamental. E as obrigação burocráticas, apesar dos muitos impasses, parece que já constatamos que se trata de um problema que envolve todos.

Na produção clínica ainda não tivermos a oportunidade de por à prova seu mecanismo.

Na produção conceitual nós tivemos o balanço da Jornadas e a experiência do Niep em 2013. Como os dois eventos foram construídos muito coletivamente, não tivemos a oportunidade de pensar critério de definição mais preciso do que seja produção conceitual. Diante deste impasse, levante uma possibilidade de resolução:

i) Judicativa: quem decide se um trabalho é conceitual deve ser única e exclusivamente o membro do CEII. É preciso que o CEII aposte na responsabilidade de seus membros em dispor seu corpo e sua história à organização.

ii) Organizativa: o membro é obrigado a apresentar seu trabalho internamente no CEII. Isso já está no nosso projeto. Eu só acrescentaria que essa apresentação não tem o menor valor de validação. A função da exposição é unicamente para fazer circular o saber produzido pelo CEII no proprio CEII. O CEII não é uma democracia: é preciso apostar na fidelidade militante de seus membros, nem que isso ponha em risco a própria existência do CEII.

Há ainda um terceiro ponto que é logístico que é a quantidade de verba para cada pedido. Quando o número de pedidos superar a oferta de verba, que fique registro meu método de resolução do problema: sorteio.

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