NOTA #7 [22/03/2016] (RJ I)

Para um Banco da Igreja de Deus – BID

Um dos grandes imbróglios do movimento evangélico de direção progressista é como manter as diferentes fontes de financiamento (por exemplo, dinheiro proveniente de dízimo, de venda de revista, artigos religiosos, eventos etc) sem cair na armadilha do acúmulo de capital por parte de poucos (notadamente, pela alta casta dirigente). Essa saída pode ser dada pela criação de um banco específico para isso – o Banco da Igreja de Deus (BID). O BID teria um potencialmente enorme de crescimento na medida que ele teria um aumenta de capital estrondoso. Podemos pensar que o dízimo é uma espécie de “investimento a fundo perdido”, um investimento cujo retorno não é diretamente individual, mas para a organização. Quanto mais os fieis dão o dízimo, mais a organização da igreja se fortalece. E, mesmo assim, ainda pode retornar como ganho individual, na medida que o banco pode oferecer crédito aos fiéis com juros mais baixos que o mercado (na medida que tem como regra fiduciária a fidelidade do dízimo). Seríamos tão forte que podemos gerar um meio de pagamento próprio, criando uma espécie de meta-economica evangélica socialista. O dízimo passaria a ser realmente aquilo que as igrejas prometem que ele seja: uma representação de sua fidelidade religiosa.

Este lema deve estar inscrito na porta de todos os bancos: “Se Deus é dinheiro, o Banco é sua Igreja”

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