Nota #9 [01/04/2014] (RJ-I)

O encontro do dia 1º teve como base a leitura da Ética do Badiou. Foi algo diferente por vários pontos: 1. Tratou-se de outro texto que, ao que me parece, Badiou trata com mais rigidez que no São Paulo; 2. Os expositores mudaram e outro modo de operar se expressou naquele momento.

Um ponto importante que poderia ser destacado foi, em certa altura da leitura, o papel do sujeito como um suporte do evento. (?)

Para isso, segue um trecho da Ideia do Comunismo:

Isso dito, formalmente, isto é, filosoficamente, falamos aqui de um processo de verdade, no sentido que dou ao terno desde  O ser e o evento. Voltarei a ele mais adiante. Devemos observar de imediato que todo processo de verdade determina um Sujeito dessa verdade, um Sujeito que, mesmo empiricamente, não é redutível a um indivíduo.

Essa relação de estruturante-estruturado de Badiou parece inovar e muito a concepção até política de um evento, ou um momento do processo histórico, ou de ações dos sujeitos. Essas três frentes amplas englobam o pensamento de Badiou, de uma forma muito complexa e arranjada.

Além disso, a preocupação sobre o Evento parece estar ganhando forma. Assim, segue um pequeno trecho de Badiou conceituando o Evento de forma rápida:

Denomino ‘evento’ uma ruptura na disposição normal dos corpos e das linguagens tal como ela existe para uma situação particular ou tal como aparece num mundo particular.

É possível juntar essas três instâncias para realmente se criar uma filosofia da práxis, ou uma filosofia capaz de encabeçar uma revolução?

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