NOTA #8 [15/08/2017] (RJ I)

A técnica obedece a uma força de “deixar viger” o que ainda não é vigente. Sua função é por tanto é trazer o vigor da presença do que ainda não vigora. Quando um artesão se senta diante de uma roda de fiar, busca tornar vigente o que se imaginou produzir, e constituir a disponibilidade de um tecido. Assim, neste primeiro momento poderíamos dizer que a técnica obedece a uma força dispositiva para tornar disponível a disponibilidade. No entanto esta disponibilidade a que responde a técnica constitui também um desencobrimento do Real que ao mesmo tempo em que desencobre, o encobre novamente. Desta maneira, algo do Real escapa ao desencobrimento que visa dispor da disponibilidade. Ora a técnica moderna já se caracteriza por tornar o meio a sua volta como objetos a disposição da disponibilidade, como exemplo, podemos citar  uma usina hidrelétrica que dispõe das águas de um rio, de maneira a colocá-las à disposição da geração de energia.

Esse desencobrir, no entanto parece não ser redutível a disponibilidade.

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