NOTA #8 [15/08/2019] (RJ I)

Como ocorreu de fato a discussão do possível alcance do Curso EAD? Como se pensa hoje em utilizar de forma subversiva o uso da plataforma virtual para um debate sobre o fascismo se temos justamente uma privatização das informações fornecidas nos cursos à distância pelas mesmas empresas detentoras de dados? Estamos falando de disputa hegemônica e de como foi estruturado um curso em que os algoritmos representam justamente a desconfiança e a cultura pelo medo imputada ao outro pelas políticas de base de dados. É preciso pensar que a google ao qual estão vinculadas as plataformas facebook e instagram ( principal meio de divulgação do curso) não ia alcançar além do mesmo público de sempre, esta é uma característica da modernidade digital, na melhor hipótese “big data” = “big brother”. O estado é vigilante e neste momento acaba de ser aprovada uma legislação que vai vincular o CPF a todas as informações inclusive sobre a saúde do sujeito. Através deste pouco alcance de público, será possível ainda repensar o curso naquele formato¿ afinal o aspecto positivo é justamente o alcance pela redução do custo tanto para os organizadores quanto para os participantes e isto também é inclusão social na atual conjuntura econômica. No entanto, este novo fato relacionado ao fracasso da propaganda aponta para o sintoma de alcance disputável do estrito círculo próximo de amigos, portanto, é um sinal de pouca visibilidade e não há como disputa-lo com o marketing empresarial do monitoramento. Afinal , qual foi o perfil dos inscritos e qual foi o saldo do trabalho empregado até o reconhecimento da necessidade de cancelamento?

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