NOTA #8 [16/01/2018] (RJ I)

Algumas observações sobre arte e política, na reunião passada, me suscitaram algumas questões:

Hoje ainda é possível pensar na arte como portadora de uma potência de transformação social? Com a política colonizando as mais diversas esferas da vida – a arte dentre elas incluída –, a alienação está do lado do suposto sujeito que não sabe do funcionamento real de suas condições de existência ou do lado daquele que pretende ver na arte capacidade para modificar as condições atuais da sociedade através do desmascaramento ideológico ou da denúncia? Ainda é possível alterar condutas por um saber (penso aqui na ideologia cínica, segundo a qual se age mesmo sabendo muito bem) que seria veiculado pela arte? Caso negativas as respostas, que tipo de relação – se é que se relacionariam em algum nível – ainda teriam arte e política?

A arte, da qual tanto se exige consciência de seu papel social, é capaz de emancipar politicamente ou ela é que carece de emancipação (da) política?

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