Nota #8 [18/08/2015] (RJ I)

Imagino um partido que ao invés de parlamentares, tivesse administradores, advogados, médicos, psicólogos, encanadores, engenheiros, padres, pastores, xamãs, etc. Para um tempo de dissolução dos laços, de incerteza sistêmica, de crise perpétua, um partido revolucionário deveria ser, antes de mais nada, um partido preocupado com a construção de laços e de mecanismos de reprodução social. Uma mistura de arca de noé com igreja – de profecia apocalíptica do velho testamento com o amor cristão. Não precisaria ser um partido político no sentido de disputa de eleições – só quando fossemos capazes de contar, dentre as vocações, mas sem despontar como uma exceção dentre elas, o “político profissional”.

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