NOTA #9 [04/04/2017] (RJ I)

Para Rancière o método Jacotista parte de uma concepção inversa, ao invés de partir de uma concepção desigual das inteligência, tem se a ideia de que em primeiro lugar: não há tipos de inteligência o que há é a própria inteligência, o fato de se ignorar o que não se conhece não marca o lugar de inteligência como pior nem melhor e em segundo o mestre que se diz ignorante coloca se em igualdade com os seus alunos na posição de ignorante. No entanto é sabido que cada aluno sabe alguma coisa diferente e que o mestre sabe muito, assim poderíamos dizer que o método tradicional parte das condições que já estão dadas que são condições de desigualdade, por isso que as ações que partem da desigualdade como condição tendem a compensá-la justamente porque esta concepção marca um limite da inteligência, por outro lado quando tomamos por base uma igualdade as práticas são orientadas a perceber a inteligência como um movimento que não reconhece seus limites. Tal vez seja por isso que esta igualdade não pode ser objeto de uma análise teórica e crítica, por que de fato esta igualdade só existe enquanto pode ser verificada.

 

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