NOTA #9 [04/07/2017] (RJ I)

por Carlos Inácio Prates – quarta, 28 Jun 2017, 19:53

Oi professor, boa noite! A questão é a seguinte: se tomar a ideologia ao pé da letra, na sua superfície, costuma desestabilizar seu funcionamento, e que a superfície inconsistente das aparências, é uma ponte para a universalidade, pode-se dizer que quando o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) adota como lema em seus estatutos a inscrição  “Liberdade, a Justiça e Paz”, eles estão operando na mesma posição “contraideológica” dos escravos de São Domingos no Haiti ao utilizarem dos ideais franceses para fazer sua revolta? Tipo assim, através da identificação a letra da ideologia e não ao seu conteúdo oculto, estariam se servindo dessas ideias para fazer seu próprio processo de independência? Portanto, ao fazer esse trabalho de esvaziar o conteúdo perdido da ideologia como se fosse algo pontual, essas facções criminosas seriam revolucionárias, na perspectiva Zizekiana, já que desse modo apontam para as contradições que o material ideológico foi criado para eclipsar? Por conseguinte, a adoção desse lema pelas facções é um esforço de preservar essa transformação, que Zizek ressalta?

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