Nota #9 [10/03/2015] (RJ)

O marxismo – e Marx – como proponentes de uma militância a partir da unificação: há o indeterminado; depois, há o trabalho de mediação (transformação) e, por fim, o sujeito de classe unificado.

O Ser como sempre Ser-sendo (Ser-aí, Dasein) em Heidegger – isto é, sempre predicado, determinado. Depois, o trabalho de mediação estética rumo à indeterminação, apenas alcançada pelo poema.

Em Badiou, o Ser é sempre da ordem do múltiplo – indeterminado. Há, talvez, duas rupturas de Badiou para com seus antecessores de pensamento: 1) com relação a Heidegger, a multiplicidade inconsistente está no Ser ele mesmo e 2) com relação a Marx, não há mediação: o acontecimento/evento autoriza-se – o que acontece depois é uma declaração que não leva a nada, nem a lugar nenhum, a não ser ao próprio evento acontecido e declarado (o que é uma leitura agambeniana de Badiou?).

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