Nota #9 [29/10/2013]

Sobre a relação entre as lutas de minorias e a luta de classes.

A expressão objetiva de uma luta específica, como a que se trava no campo político-econômico, não determina inteiramente a luta de classes. Inclusive, a proposição está invertida. É a luta de classes que determina as mais variadas lutas, a político-econômica, social, cultural etc. Determinar é abertura de possibilidade e não um “receituário” do qual se deve seguir. Quando digo que a luta de classes determina as diferentes lutas isso não significa que a infinita diversidade das lutas deve ser medida a partir de uma possibilidade de luta, mas que, a cada vez que uma luta irrompe no tecido social de forma radical, desestabilizando o discurso ideológico de hamornia social (homofobia, racismo, meritocracismo etc), ela é expressão IMEDIATA da luta de classes. A liderança não é aquela que tem ficar “corrigindo” o “bom andamento” da militância, mas ser uma espécie de receptáculo, de orgão deste corpo vazio que é o Partido, no sentido de fortalecimento da luta. Aquele que se diz comunista, mas que na prática tenta reduzir a diversidade infinita das lutas a uma possibilidade de luta não é inteiramente comunista; e aquele que não se diz comunista, ou mesmo que negue ser, é realmente comunista no ato de defender fielmente uma possibilidade de luta. Comunismo é o exercício no qual as diferentes lutas têm lugar.

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