NOTA CEII SP [01/02/2018]

A modernidade capitalista não apenas nos expropriou a força de trabalho, mas também pretendeu nos tornar alheios a nossa capacidade de produção normativa. Consequentemente a luta para recuperar a capacidade de reproduzir livre e autonomamente nossas vidas tem que por fim a esta alienação dual.

Deve-se afirmar nosso poder normativo. Deve-se superar o nomos do capital, profundamente individualista e por sua vez totalitário em suas lógicas transcendentes e triturantes, para potencializar a alternativa a um nomos do comum, ancorado na forma-comunidade e em suas lógicas imanentes e inclusivas.

Este nomos do comum se caracteriza por sua negação da propriedade privada liberal-capitalista e na afirmação de um projeto histórico sob o qual a liberdade se emancipa finalmente das cadeias dessa instituição e, em seu lugar, se potencializam formas equivalentes e comunais de propriedade ou posse, assim como de troca e, inclusive, de distribuição da produção social. O comum se inscreve como algo substancial da soberania popular ou, mais especificamente, da soberania comunitária, fincada na democracia radical, é dizer, de base.

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