Nota CEII SP [02/08/2018]

No trecho de leitura debatíamos sobre o que significa ter uma posição subjetiva engajada?

Posição subjetiva me remete a interioridade do pensamento.  O que precisamos pensar para manter uma posição engajada? O que significa manter uma posição engajada?

Manter uma posição engajada então – sem a palavra subjetiva – significa termos um plano para melhorar as formas de vida atuais, pois o capitalismo atual tem produzido de forma prioritária sofrimentos e desigualdades. Um plano de transformação já é uma posição engajada.

A questão é que quanto mais subjetiva se torna essa posição – ou seja, quanto mais pensamos sobre transformar – mais nos damos conta de que não há saídas fáceis e de que posições engajadas de outrora não significam um plano de mudanças, mas pequenos reparos que aprofundam a manutenção da situação.

Ter uma posição engajada não parece ser o problema, a dificuldade estar em manter uma posição subjetiva engajada sabendo que o processo de transição levaria necessariamente a uma crise antes que da transformação – ou o socialismo – pudesse ser organizada.

Para atingir os picos mais elevados, é necessário atravessar um vale, e essa descida não pode ser empreendida sob condições democráticas – eis uma grande dificuldade para manter a posição subjetiva engajada.

Mas como fazer para atravessar tal vale que não inclui vantagens individuais e econômicas. Como manter a posição subjetiva engajada? Como fazer as pessoas se mobilizarem em direção ao outro lado, se as estratégias atuais estão fadas ao fracasso?

 Visualizo três possibilidades de posição subjetiva engajada que se fortaleceriam em trincheiras diferentes numa espécie de tripla pinça que se fecharia para ultrapassar este momento histórico.

– “a criação de uma experiência mística capaz de impulsionar pessoas comuns nos momentos difíceis para ultrapassarem este vale”.

– a criação das comunas e federações de comunas que possibilitaram a resolução das necessidades de forma independentes da estrutura capitalista.

– o fortalecimento de movimentos sociais com a participação na política de pessoas comuns diminuindo e contrabalanceando o poder das empresas e da estrutura mercantil.

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