Nota CEII SP [02/08/2018]

Sobre a noção de “universalidade” citada na última leitura de Žižek e discutida na reunião:

“Comecemos com um ponto teórico preciso a respeito do estatuto da universalidade: lidamos aqui com duas lógicas opostas de universalidade que tem de ser rigorosamente distintas. De um lado, há a burocracia estatal como classe universal de uma sociedade (ou, em alcance mais longo, os Estados Unidos como policiais do mundo, agentes universais da lei e fiadores dos direitos humanos e da democracia), o agente direto da ordem global; de outro, há a universalidade ‘supranumerária’, a universalidade encarnada no elemento que se destaca da Ordem existente, que, embora interior a ela, não tem lugar adequado (o que Jacques Rancière chama de ‘parte de nenhuma parte’)” (ŽIŽEK, Slavoj. Em defesa das causas perdidas. São Paulo: Boitempo, 2011, p. 289-8, grifamos).

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