Nota CEII SP #1 [03/05/2018]

Slavoj zizek propõe em algumas passagens que não fazer nada talvez seja a única forma de fazer política sob a ideologia atual, já que o fazer e a compulsão em fazer já foi introjetada na própria ordem reprodutiva do capitalismo.

Sylvan Lazarus, em Antropologia do Nome, estabelece que a política é um pensamento, afastando a dicotomia militante entre teoria e pratica, que gera os problemas do que Lazarus chama por historicismo. A política seria um daqueles nomes inomináveis, que revelam a abertura do ser, a possibilidade de transformação.
A política enquanto pensamento não supõe que não exista teoria e prática, mas a faz existir em um processo subjetivante que independe de tal dicotomia e que se opõe as definições advindas do Estado.
A crítica de Zizek é interessante, mas desabilita o agir militante e não o redireciona e reorganiza, no limite até libidinalmente, o que seria consequente.
A política enquanto pensamento pressupõe que é preciso se afastar das prescrições do Estado, deixando-a agir em “estado bruto”. Pressupõe também um agir outro, que independe da dicotomia prática/teoria

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