NOTA CEII SP [04/05/2017]

A dissolução da célula do Paraná é um fenômeno que precisa ser analisado com atenção. O relato feito por um dos membros do círculo de como se chegou a esse processo pode nos trazer diagnósticos importantes sobre o atual momento do CEII.

Uma coisa, em especial, chamou minha atenção. Nesse relato, dizia-se de uma certa letargia que tomou conta do debate político, de forma geral, o que afetou o nível de investimento dos membros em suas células. Isso me faz bastante sentido, de fato o cenário político se apresenta como um caso sem solução, estamos indo ladeira abaixo e isso não parece ter volta (todo dia é um 7×1 diferente). Mas, ao mesmo tempo, me ocorre a pergunta: que melhor lugar para se tomar o antídoto contra esse desânimo do o CEII?

Prestem atenção, tendo a responsabilizar esse desânimo frente ao cenário político a um certo “imediatismo”, um certo sentimento de urgência, um desespero frente a fatídica pergunta: o que fazer? Bem, que melhor remédio pra essas inquietações que a paciência, ou a ausência de pressa, que constantemente reforçamos no CEII, e a coragem para pensar. Afinal, quase tudo que fizemos, enquanto esquerda, nos últimos anos não fez mais do que “contribuir” para o avanço da direita. Parece o caso de repensarmos.

Talvez precisamos ser um pouco mais althusserianos e entender a prática teórica como o que ela é, uma prática. E assim, resistirmos aos imediatismos dos absurdos diários.

Me parece que o ânimo político mudou muito de quando do surgimento do CEII, que mudou a nossa forma de engajamentos, o que me parece influenciar no engajamento de quem está chegando agora.

Enfim, solitárias reflexões de uma camarada que anda distante das reuniões.

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