NOTA CEII SP [06/04/2017]

Começar com a questão da reprodução proletária tem várias vantagens: ela conecta imediatamente a macroanálise do capital com a urgência existencial das estratégias individuais e coletivas de vida e sobrevivência. Além disso, permite evitar sociologias positivistas de classe baseadas na compartimentação de uma população, bem como definições economicistas de classe em termos de funções econômicas dentro da divisão do trabalho. Ela nos permite pensar os aspectos estruturais e existenciais da formação de classe em conjunto, e compreender como a composição e a diferenciação são respostas ao mesmo problema.

Interessante este trecho da conclusão do texto que lemos, por que até hoje sinto que a forma como a maioria das pessoas encontra para segmentar a sociedade, acaba sendo confusa. Termos como classe média, média-baixa, média-alta, ricos, super-ricos ou classes a, b, c, d, e, são usados indiscriminadamente para tentar descrever a população. O problema, é que tais termos, segmentações, foram desenvolvidos para estudos de mercados ou econômicos, de forma que se analisa cada segmento pelo poder de compra. Fora que a definição de quem entra em cada segmento, varia bastante de acordo com o critério adotado. Segmentar a população de acordo com suas necessidades e problemas enfrentados, é uma forma de mostrar que grande parte da população enfrenta problemas parecidos, além de focar na resolução de problemas comuns e não necessariamente no consumo.

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