Nota CEII SP [06/09/2018]

Tenho ouvido falar bastante nos últimos dias sobre o partido Novo, dado que seu candidato a presidência, mesmo que de forma tímida, está crescendo nas pesquisas. É interessante notar, como que o partido realmente tem apresentado velhas ideias com uma roupagem nova. Ou talvez nem isso. Mas o que têm me chamado a atenção é como alguns conceitos de marketing parecem estar sendo utilizados na fundação e estratégia do partido. Não falo de Marketing Político ou Marketeiro, termos vagos que todo partido de alguma forma usa (muitas vezes de forma errônea). Falo de marketing, mesmo, como estratégia. Ou seja, definição de segmentos, escolha de público-alvo e posicionamento. Desenvolvimento de uma marca com uma identidade visual bem definida e por aí vai. Não sei qual será o resultado prático de tudo isso. Mas, como nas empresas, levará um tempo para se obter algum resultado que possa efetivamente ser mensurado. No geral, acredito que partidos de esquerda (e até de direita) ainda têm dificuldade de aceitar conceitos vindo de ciências mais próximas à iniciativa privada, como a Administração e o Marketing. Como se tais conceitos tivessem (têm?) um viés ideológico, ao invés de simplesmente explicarem fenômenos observados. E enquanto tais partidos não entenderem a importância de uma estratégia de marketing bem definida (principalmente no cenário atual, multimídia e multicanal), estarão perdendo espaço na disputa por eleitores, mesmo que claro, a função do partido não se resuma a disputa de eleições.

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