NOTA CEII SP [08/03/2018]

A única utopia é acreditar que o capitalismo possa ter, daqui pra frente, horizontes progressistas. Com a colonização de todos os continentes do globo, o capital encontra limites territoriais que impulsiona de maneira radical sua criação-destrutiva. O negativo que constitui seu movimento, como bem mostrou Jorge Grespan, a crise, é só um impulso nas mudanças estruturais em busca de novo impulso para efetuar sua circulação e garantir sua reprodução. Isso produziu uma espécie de avesso do progresso, agora é necessário barrar, via propriedade privada ou melhor, patente jurídica, o desenvolvimento técnico-científico, pois este poderia solapar as bases que mantém o movimento de reprodução. Nada há no horizonte que possibilite sequer pensar que a vida sob a égide do capital irá melhorar. Nesse sentido, a utopia é acreditar que a sociedade deixará de ser racista, homofóbica, xenófoba ou simplesmente se terá uma vida digna no interior de tais limites.

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