NOTA CEII SP #1 [04/05/2017]

Na última reunião percebemos que estávamos sofrendo com um “déficit de engajamento”. A célula não estava engajada em pensar nada mais que seu próprio funcionamento e a leitura. Como encaminhamento definimos que começaremos a priorizar espaços da reunião para saber o que os participantes estão fazendo em termos de militância para além do CEII. Basicamente um CEII CONVIDA interno à célula.

Tomar esta proposta como diretriz é também pensar que em algum momento podemos não ter nenhum membro engajado em militância externa ao CEII. Nestes momentos acho que teremos que pensar isso que acho que passa tanto por uma dimensão material (as pessoas simplesmente não tem tempo para militar) e uma dimensão de indisposição (as pessoas não querem participar de partidos, movimentos sociais e quaisquer outras organizações).

Tenho a impressão de que a dimensão material pode ser solucionada pela atual configuração organizativa do CEII. Podemos elaborar espaços de militância que comportem a disciplina mínima, Já a indisponibilidade pode ser objeto de investigação interna da célula. Sabemos que a negação do funcionamento e da forma organizativa dos partidos, movimento sociais e organizações de esquerda em geral foi o que produziu o método organizativo do CEII. Mas acho que cabe nos perguntarmos se a criação do CEII também não ela mesma uma forma de colocar essa crítica para fora das organizações? Será que estas organizações já não tem algum tipo de avanço em relação à crítica que o CEII é? Penso que aproximar pensamento de militância é nos questionarmos não apenas sobre o pensamento dessas organizações que criticamos, mas também de questionarmos como a existência do CEII pode servir mais como um distanciamento da efetivação da crítica do que um espaço para efetiva-la. A indisposição à militância deve ser investigada dentro do CEII porque esse é o sintoma que organiza boa parte dos descontentes com o mundo, sua indisposição a se engajarem nos empreendimentos que visam tomar as rédeas do destino.

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