NOTA CEII SP #1 [27/07/2017]

A ideia de abolição do trabalho, como colocada no nosso texto, tem a ver, para mim, com um ponto bastante importante de nossa ideologia, que é uma certa idealização ou centralidade do trabalho, ou, mais ainda, o trabalhador.

De certa forma, em Marx, existe já essa tensão entre como o trabalho passa a ter uma posição central como “mediador” do homem e da natureza, ao mesmo tempo em que, nas sociedades burguesas, o trabalho deixa de ter somente esse papel de mediação com a natureza (que, a rigor, talvez nem seja exatamente assim) para aparecer como mediador das relações sociais.
Mediador entre natureza e homem, ou entre homens entre si, qual o papel do trabalho? Podemos dizer que existe trabalho “solipsista”, voltado somente para o próprio indivíduo? Ou o trabalho é “sempre-já” social? Dessas questões podemos tirar algumas conclusões interessantes sobre as digressões de Marx

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