Nota CEII SP [12/04/2018]

Eu (Rodrigo G.) estou rabiscando um ensaio, só queria continuar a discussão e ouvir os camaradas: 
A lógica do estranho e do cômico está entrelaçada e distanciada, e falar de filmes de Zumbi parece ser um elemento vital para entender a lógica do sujeitos suposto crer diante da catástrofe neoliberal. Uma vez que o que está em jogo não é tanto o que se faz, mas aquilo que se faz considerando o que se crê que um outro(s) ou Outro(s), pensa ou acredita acerca daquela determinada ação. A interpassividade dos gestos humanos na atualidade, encontra-se com o estranho a todo instante. A dúvida é apenas a qualidade de morto-vivos que somos hoje: Zumbis, Vampiros, Frankensteins… Esses são os nossos atuais tipos e modos de ser no mundo. Não é um traquejo psicanalítico, mas sim uma compreensão dos efeitos do trabalho morto que impera sobre o vivo e do massacre ideológico das relações trabalhistas fetichicizadas. Não é nada mais, nada menos, do que a sobredeterminação dos antigos apertadores de parafuso, que se tornam hoje felizes microempresários, e do resultado da opacidade das coordenadas da modernidade que se perde frente aos ditames do pós-moderno. Viver no neoliberalismo, é descobrir a sua faceta morta-vida.   

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