NOTA CEII SP [13/04/2017]

A imensa horda de desgraçados que se amontoam nas calçadas sabem que o atual modelo de gestão da barbárie se esgotou e nada há no horizonte que aponte algo propositivo. A barbárie do governismo de esquerda que era inconsciente, isto é, se aplicava só nas periferias pelo extermínio da juventude pela polícia, nas áreas rurais tomadas pelo agronegócio, pelo roubo das terras indígenas, se tornou doravante consciente. Passou a afligir os filhos da classe média letrada. Nossa intelligentsia. Enquanto isso, para as periferias nada há de novo no front! Uma PEC a mais, uma PEC a menos…

Do lirismo democrático-representativo e bem-comportado a população parece estar farta! Enquanto a palavra revolta sumiu do dicionário da esquerda, a palavra revolução se tornou coisa de herege. As marchas cívicas que imitam o modus operandi da extrema direita – passeata bem-comportada aos domingos com saudosismo das Diretas Já – sugerem sua verdade. A entrega de jovens para a polícia por incitarem a violência na marcha ordeira, revela sua degenerescência.  E o horizonte decrescente caminha como um colosso desperto a largos passos.

A derrota da esquerda se tornou inevitável porque o próprio modelo de que é partidária se esgotou, não apenas politicamente, mas, principalmente economicamente. Aliás, o modelo político só se esgotou porque o modelo econômico não encontra mais possibilidade de crescimento senão pela imposição da repressão clara, direta e massacrante. Enquanto a esquerda romanceia nostalgicamente uma volta quase sebastianista de Lula, a direita sabe muito bem cumprir a agenda de que é perita. A direita toca fogo em Roma, será Lula o bombeiro? Nossas leituras no Círculo sugerem que só muito distante de uma transformação possível é, por sua vez, possível conceber a volta de Lula como algo bom.

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