NOTA CEII SP [13/07/2017]

O texto que estamos lendo traz inúmeras questões sobre a formação da classe. Na passagem: Os indivíduos são formados como uma classe, através de sua subsunção e limitação na rede de necessidades de sua condição social, mas estão formando uma classe através de uma luta comum. Quando não há uma luta comum, aqueles que poderiam formar uma classe recaem na competição interna ou na indiferença mútua. Na ausência de lutas comuns, os “interesses de classe objetivos” tornam-se slogans abstratos em comparação com a realidade concreta dos interesses do indivíduo e das famílias em competir com os outros por recursos escassos. Isso deveria nos dizer porque as tentativas de “elevar a consciência proletária” são geralmente encontradas com escárnio. Dizer que as pessoas compartilham um problema comum para o qual há uma solução comum é uma verdade abstrata, que por si só convencerá muito poucos a compor na luta comum; isto requer confiança mútua e na tática da luta. Um problema comum é apenas um problema se uma solução pode ser imaginada; se não, é simplesmente uma condição, um fato dado, preocupante, que pode também imbuir cinismo e oportunismo. As lutas só surgem onde as pessoas acreditam – racional e afetivamente – que a resposta coletiva a um problema é melhor do que ou complementar à maneira como lidam com sua condição no cotidiano.

Encontramos justamente questionamos acerca do espaço do comum. E há algo na revitalização da questão do comum que precisa ser posta em questão. Esse propósito do pensar o comum, à partir das deliberações do marxismo, lança inúmeros pontos cruciais. Um deles até mesmo colocou Althusser numa situação delicada enquanto suas próprias formulações do AIE, à saber, quando o mesmo desenvolve acerca do papel da análise das modalidades ideológicas dentro da luta de classe (Balibar). Talvez haja um possível dialogo aqui entre estes pensadores e quem sabe, fosse interessante conversarmos sobre tal ponte.

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