NOTA CEII SP [14/09/2017]

CEII

 

Foi o caso de finalmente eu ter que pensar sobre os problemas do CEII. Isto se deu pelo comentário sondando a máquina facebookiana sobre o suposto adiamento do Congresso. Aos camaradas peço que levem em consideração a crítica a partir do ponto de vista político. Ponto no qual ela se endereça, sem mais. Em primeiro lugar, tal crítica presume uma autocrítica: até agora apesar de estar com o CEII não estou no CEII. Quer dizer, em nenhum momento me envolvi efetivamente com o trabalho elaborado pelo grupo, a não ser  há uma certa distância participando friamente de alguns de seus percalços e com resistência a tratar os temas cadentes pela ferramenta do Facebook.

Estou talvez a um ano no grupo e até agora vejo ele patinando sobre os mesmos problemas e, como um cão que corre atrás do próprio rabo, não saindo do lugar.

Minha experiência se dá em São Paulo com os ótimos camaradas de célula a quem tenho estima, admiração e amizade. No que somos de grupo de estudos estamos bem – o que já é muito – no que se refere, entretanto, a qualquer atividade política, intervenção na vida concreta e formulação de atividades para fora do círculo em si, estamos mal. Isso todavia, nunca foi a meu ver um problema, pois, desde a concepção do CEII a partir de sua proposta, – que efetivamente li antes de entrar no grupo – admirava o círculo justamente por exercer um trabalho que a esquerda em seu militantismo “trabalhista” não desenvolve.

Entretanto, em pouco tempo, pude perceber que isso era de fato um problema para a maioria. Problema esse – mais uma autocrítica – que nunca me comoveu minimamente por já fazer parte de coletivos que desenvolvem algum trabalho nas bases. Desse modo, passei a considerar de fato o que era o CEII. Passei a me pôr esse problema a partir do momento em que vislumbrei minhas grandes esperanças tornarem-se ilusões perdidas com o adiamento do Congresso. Momento em que talvez me tornasse efetivamente mais próximo ao grupo e quem sabe mais engajado em seus trabalhos.

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