NOTA CEII SP [18/05/2017]

É passado o momento de uma crítica que não tenha medo dos excessos. O exagero é condição necessária de tornar o impossível, possível. Não resta outra coisa. A pena para a covardia ou a reticência perante o óbvio é a morte de centenas na fila dos hospitais que já passam pelo desmonte do governo que usurpou o poder; é o analfabetismo funcional beligerantemente fascista que grassa nas periferias como única forma de superar a crise; é a instituição da monstruosidade feudal ligada as oligarquias financeiras que tomarão conta de áreas populares essenciais, enquanto a nova religião sob a insígnia de neopentecostalismo capitalista fomenta um país fundamentalista, surdo e violento.

É necessário puxar o tapete de esperança dessa esquerda. Como dizia o sábio Abujamra: “a esperança fodeu a América Latina!”. Este nota, polêmica por necessidade e não por escolha, visa desmascarar os falsos amigos e colocar essa discussão em nossa roda de conversas. Não visa fundamentar nenhuma práxis que seria efetiva pelo conteúdo de uma nova crítica. Não. Aqui se parte do pressuposto que o problema teórico se sobrepõe a elaboração de qualquer ação. Mas visa erguemos problemas à luz de novas contradições…

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