NOTA CEII SP #2 [04/05/2017]

Numa das últimas reuniões do CEII fiquei com a seguinte indagação:

Como a questão da greve pode representar uma dualidade de poder?

E com o contexto atual com muitas ameaças como a destruição da previdência e algumas oportunidades políticas, por exemplo, a greve geral – outra questão tem surgido nos meus pensamentos?

Qual poderá ser o momento de virada no confronto político da reforma da previdência? Qual turning point para uma possível vitória daqueles que lutam contra a reforma?

Estas duas questões para mim estão de certa forma ligadas. A greve sempre representou uma tomada dos trabalhadores no controle do seu próprio tempo de trabalho. Seja para definir o que precisa ser realizado, seja para cruzar os braços e não realizar. Se na situação normal o controle sobre os corpos e sobre o tempo está com os patrões e detentores do poder, na greve este controle migra para organização coletiva dos trabalhadores. Esta disputa sobre o controle do tempo com diversos enquadramentos interpretativos de lado à lado são uma situação de dualidade de poder.

A minha relação com a segunda indagação na verdade é uma terceira pergunta:

Se uma das características da greve é a dualidade de poder, será que no confronto político da destruição da previdência forjar uma dualidade de poder não seria o turning point de uma virada para derrotar o projeto neoliberal de reforma?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *