Nota CEII SP [20/09/2018]

Gosto muito de escutar Paulo Arantes, desde uma greve na USP lá em 2008, desde a fatídica ocupação da reitoria que terminou com a primeira invasão da polícia na universidade desde a ditadura, já sabíamos que fervia no solo social uma crescente borbulha repressora. Essa entrevista que deu ao Brasil de fato trouxe alguns diagnóstico bem interessante: 1) a esquerda reduzida a gestora de crise; 2) a direita excercendo o trabalho leninista de agitação e propaganda com pautas universalistas; 3) detectou que a violência cotidiana da sociedade administrada totalmente levou a tamanha ojeriza ao status quo (compartilhado e defendido pela esquerda) que mesmo um discurso torpe fora aceito e fez com que o homem comum, em busca de emprego, virasse o rosto para violência explícita dos grupos atuais que estão nas ruas e no jogo político.

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