NOTA CEII SP [22/03/2018]

O neoliberalismo com suas formas de trabalho e de política produziu afetos e sofrimentos ligados a ideia de pessoas excessivamente preocupadas e dependentes dos seus desempenhos, se colocando como empresários de si mesmo preocupados com performances cada vez melhores no trabalho, nas redes e também nas ruas. Se isto se faz presente em nosso contexto, o acontecimento junho de 2013 apontou para um outro sentido que precisamos desesperadamente retomar e aprofundar, pois muitos pretendem que isto seja esquecido. Por uma política sem personalismo. Como isto não ser apensas uma prática de poucos, mas uma cultura de muitos?

E tenho me desafiado a pensar como esta corporeidade neoliberal afeta os espaços de militância, as disponibilidades e os preparos para organizar proposições de transformações. Numa megalópode como São Paulo as indisponibilidades parecem ser maiores. Como a corporeidade neoliberal e seu circuito de afetos impacta as formas de luta?

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