Nota CEII SP [23/08/2018]

O Estado na filosofia de Badiou assume uma feição distinta do senso comum jurídico, que o remete à instituição material do que se convenciona chamar como Estado. Não é que o conceito de Estado em Badiou negue tal sentido, mas sua localização dentro de sua ontologia matemática enquanto estado-da-situação, resignifica o conceito de uma forma mais abrangente, abrindo uma grande possibilidade de leituras a partir de seu desdobramento conceitual.

 Politicamente, o registro do Estado é similar ao marxismo dito clássico. O Estado é um aparelho de violência e dominação, que deve ser destruído. Mas, se nos determos nas passagens de desenvolvimento sobre o Estado em Ser e Evento, teremos um Estado que é praticamente um desdobramento lógico das leis de apresentação do ser, ainda que deva ser destruído, já que, no limite, o Um não existe.  

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