Nota CEII SP [23/09/2019]

O problema central do conceito de “reificação” (para os althusserianos, sobretudo) é que ele parece pressupor uma práxis “natural” foracluída pela colonização do capital. Essa crítica não me parece muito forte. Se entendi bem, a práxis oposta à reificação não é para ser encontrada antes da universalização do capitalismo, mas no limite de sua dissolução. Nesse sentido ela seria buscada dialeticamente “desde o futuro”. Além disso, não haveria nada de natural nessa práxis através da qual as coisas deixariam de ser o que são (e de aparecer como são) para serem o que vem a ser (e aparecerem no seus devires). Um problema mais sério e concreto é a probabilidade da emergência desse horizonte de ressignificação, e se existem desvantagens na tomada teórica dessa virtualidade.

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