NOTA CEII SP #3 [05/10/2017]

Acho que a questão do desengajamento lembrado pelo camarada do CEII é, na verdade, uma questão que volta quase sempre. As vezes eu acho que o CEII não deveria ser medido em função do engajamento de seus membros, esta é uma questão complicada que atine muito com as particularidades de cada um.

De resto, transcrevo um comentário que para mim descreve nossa situação de forma perfeita:

“O CEII hoje vive um grande desafio. Desde o seu surgimento, o CEII foi levado por dois ou três membros que tomavam a linha de frente e lideravam a realização dos projetos. Sempre houve muita reflexão sobre essa maneira “heroica” de conduzir o coletivo, mas, na hora do vamo ver, essa estrutura se mantinha. No entanto, a conjuntura atual não nos permite continuar empurrando esse problema com a barriga, aceitando o “sujeito suposto fazer tudo”, pois o real da materialidade da gestão das ações está batendo à porta. Nossos heróis não estão morrendo de overdose, mas de fome mesmo por falta de grana… Portanto, a meu ver, estamos vivendo um momento de teste para o coletivo. De prova de existência. Acho que vai haver uma decantação de nossos projetos e vai ficar aquele mínimo que realmente acontece coletivamente. E não há garantias que esse mínimo vá continuar. Esse mínimo existe hoje. Isso fica claro com os esforços que fizemos aqui no Rio para fechar a nossa sala e deslocar as reuniões para a casa de um dos membros. Mas até o desejo de sustentar esse mínimo está em risco.

O CEII vive o que toda organização/ empresa vive: estamos finalizando um ciclo de vida. A forma heroica não cabe mais. Então vamos ver o que sobra da nossa história para ver se disso brota alguma coisa. Não devemos temer encarar a possibilidade de nosso fim. Sem isso, a gente não tirará lições, inclusive para o CEII continuar existindo. Há outras questões. Mas fico por aqui.”

Simplesmente perfeito.

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