NOTA CEII SP #3 [08/03/2018]

Lendo, há pouco, o novo livro de Francisco de Oliveira “Brasil: uma biografia não autorizada” (2018) pela Boitempo, um trecho sobre o PSOL me chamou a atenção e me pareceu dialogar com nossas discussões sobre a Esquerda, sobre estratégias de ação e a necessidade de pensamento como já trouxe em notas anteriores: “quem faz o PSOL, na verdade, pensa que pode refazer o caminho do PT. Então, não entenderam nada. Em geral, a esquerda brasileira tem uma enorme dificuldade de entender as transformações. Ela trata o capitalismo brasileiro hoje como se fosse o dos anos 1950. Tem uma enorme dificuldade. O PSOL foi essa tentativa que, até onde eu posso avaliar, fracassou, porque a crítica que eles fazem é a de que o PT fracassou porque não foi suficientemente radical. Então, como acontece com toda formação partidária, a técnica é antiga: você se apropria dos espaços institucionais do partido, e aí morreu. O que tem de novo no PSOL, realmente? Nada. Assim como o PT já havia falhado, porque o PT não tem uma teoria sobre o Brasil, seguindo as trilhas do próprio Partidão, o PSOL vai no mesmo caminho. Eles não têm uma teoria sobre o Brasil hoje. Assim como o PT não teve” (p. 157).

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