NOTA CEII SP [31/08/2017]

A relação entre matemática e filosofia re-anunciada por Badiou é muito importante, apesar de sua aparência enigmática.

Para entender a ontologia matemática é preciso desvincular a noção de ontologia cujo ser corresponde ao sujeito ou indivíduo. Em virtude dos existencialismos do séc. XX temos um senso de que o ser é o sujeito. Entretanto, se observarmos a noção de ontologia para os gregos, em geral, temos que se trata da lógica do ser como aquilo que é. O ser é o é. A ontologia é a lógica do que é e do que não é. Nesse sentido se aproxima das ciências fisicas mais que do das psicologicas.

Tratar dessa relação entre a matemática e a ontologia é um trunfo com relação a ideologia contemporânea, calcada em um racionalo-empirismo pueril.

Badiou afirma, de certo modo, que foi a propria teoria matemática que chegou aos paradoxos do evento, ou seja, do não ser, e também do advento da mudança do ser. Não se trata de metafísica, idealismo ou utopias comunistas, é a própria matemática que anuncia o evento é a transformação do ser, a transformação do que é.

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