NOTA CEII SP [31/08/2017]

Ranciere numa recente fala diz: O primeiro é que a igualdade não é um objetivo a ser atingido. Não é um nível comum, uma quantidade equivalente de riqueza ou uma identidade de condições de vida que deve ser alcançada como conseqüência da evolução histórica e ação estratégica. Em vez disso, é um ponto de partida. Este primeiro princípio imediatamente se liga a um segundo: a igualdade não é uma medida comum entre os indivíduos, é uma capacidade através da qual indivíduos atuam como detentores de um poder comum, um poder pertencente a qualquer um. Esta capacidade em si não é um dado cuja posse pode ser verificada. Deve ser pressuposta enquanto um princípio de ação, mas só é verificado pela própria ação. A verificação não consiste no fato de minha ação produzir igualdade como resultado. Ela promove igualdade enquanto processo. Eu ajo, nós agimos como se todos os seres humanos possuíssem uma capacidade intelectual igual. Emancipação primeiro significa o endosso do pressuposto: eu sou capaz, nós somos capazes de pensar e agir sem mestres. Mas nós somos capazes, na medida em que pensamos que todos os outros seres humanos são dotados da mesma capacidade. Em segundo lugar, a emancipação significa o processo pelo qual verificamos esse pressuposto. A igualdade não é dada, é processual. E não é quantitativa, mas sim qualitativa.

Poderíamos discutir internamente se o operador do trabalho ainda pode ser considerado em seus termos clássicos. E se caso não, como poderíamos lançar luz ao tema?

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