NOTA CEII SP #4 [14/09/2017]

É curioso notar como no campo da filosofia Há sempre um corte entre Velho e Novo dentro da obra de um autor. O jovem Marx e o velho Marx jovem Platão e o velho Platão o jovem Freud e o velho Freud e assim por diante.

Mais precisamente no campo do Marxismo temos que a filosofia althusseriana, dita em termos gerais, da primazia a obra do velho Marx por ser esta uma obra de seu pensamento maduro, científico. Em  oposição, as militâncias em geral costumam se fiar na obra do jovem Marx por ser este um pensamento mas militante e não  propriamente científico, orientado por uma racionalidade voltada a ação política.

Por outro lado no campo da psicanálise também existe este corte quando temos em mente a obra de lacan.

Pessoas como Alan Badiou slavoj zizek possuem uma interpretação da obra deste autor que se fia na obra do velho Lacan sobretudo em seu esforço de abstração e matematização do sujeito.

É de se notar que a obra dos autores mencionados em sua fase madura é extremamente indigesta para o pensamento militante pois a princípio não oferece nenhum fator de identificação ou fator técnico para prática. Em o capital e do seminário 19 em diante respectivamente temos uma crítica das ciências burguesas precursoras em seus respectivos Campos.

O pensamento maduro destes autores talvez tenha por fundamento um projeto de abstração e matematização absoluta de seus Campos não à toa ambos demonstram amiúde a falha ou os sintomas de seus respectivos raciocínios e filosofias no capital a mais-valia e no campo do sujeito o mais gozar.

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