Nota CEII SP #4 [25/08/2016]

Retornando à minha dúvida da reunião… Fico encasquetado pra saber como o Badiou encaminha o diálogo dessa “uma multiplicidade de mundos, cada um delineado por sua matriz transcendental” com o materialismo histórico dialético. Por mais que essa proposta me pareça bem mais consequente do que a mística delleuziana, ainda fico com a impressão que essa determinação transcendental da realidade que o Badiou propõe integra a impossibilidade de leitura da totalidade dos determinantes de uma situação, mas mantém essa impossibilidade como algo que a gente não precisa se preocupar, justamente porque sempre existe esse imponderável, esse resto não simbolizável. Isso evidentemente me deixa com a impressão de uma certa covardia pós-moderna. Mas é claro que durante a leitura do Hipótese Comunista tive a impressão do exato oposto, de uma leitura que incita a tomar partido mesmo na impossibilidade de apreender a totalidade dos determinantes de uma situação.

Enfim, alguém teria uma dica de onde posso encontra uma discussão nesse sentido dentro da obra do Badiou?

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