Nota CEII SP #5 [25/08/2016]

A partir de “A hipótese comunista”, pensar com Badiou como a Ideia pode introduzir a exceção no “comum das existências”.
Se a história de uma Ideia deve ser lida a partir de toda sua trajetória, e não somente a partir de seus fracassos (ponto em que se concentra aquilo que poderíamos chamar de “história dos vencedores”), como a Ideia do comunismo, ou outras que se chocquem com o estado de coisas, pode ser partilhada em momentos de abalo do comum, do “partilhado” posto?
O que se vê recorrentemente na história brasileira é um rápido fechamento de crises institucionais por dentro das próprias instituições (como o grande exemplo atual do fim do lulismo, dos governos do PT). Assim como a Ideia, penso que nenhum evento, ou sítio, que desorganiza as forças, pode ser lido somente a partir do fechamento das crises: em junho de 2013 não estava já posto o impeachment de Dilma. É preciso ler a história a contra-pelo, como sugeriu Walter Benjamin, e procurar as lutas e experiências fracassadas no processo (mas que deixam suas impressoes). O que fez e o que poderia ter feito a esquerda brasileira desde junho?

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